BRICS Nations consideram plataforma de moeda digital unificada

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Na 11 ª cúpula das economias emergentes do BRICS em Brasília, foi discutida uma proposta interessante envolvendo criptomoedas. O diretor da autoridade de investimento estrangeiro da Rússia propôs que um novo sistema para liquidar grandes pagamentos entre os países deveria ser explorado, e poderia envolver o uso de uma moeda digital única.

Desenvolvendo uma moeda digital para transações internacionais

De acordo com várias reportagens, a ideia foi apresentada por Kiril Dmitriev, líder da agência russa encarregada de supervisionar o investimento direto estrangeiro. A base da proposta é reduzir o uso do dólar dos Estados Unidos para acordos entre os membros do BRICS, que também incluem Brasil, Índia, China e África do Sul. Estima-se que 20% dos pagamentos entre os membros do BRICS estão relacionados a investimentos estrangeiros, sendo todos realizados em dólares americanos.

Dmitriev destacou que desenvolver uma moeda digital para este projeto não deve ser difícil do ponto de vista tecnológico. O benefício de usar um token de criptomoeda iria além do livro-razão público; também permitiria que os países limitassem as taxas de câmbio porque não dependeriam do dólar para transferir milhões de dólares. O token poderia ser indexado ao valor médio das taxas de câmbio de todos os países membros, e eles dispensariam o uso do sistema SWIFT de transferências bancárias internacionais.

A Rússia tem fortes razões geopolíticas para implementar tal sistema. Desde a 2014 anexação da Crimeia, a Rússia está sujeita a sanções que limitam a participação nos mercados financeiros globais. O país vem trabalhando no desenvolvimento de uma alternativa ao sistema SWIFT e já criou uma versão digital do rublo por meio da adaptação de uma versão do blockchain de código aberto Ethereum.

Adoção da moeda digital em vários países

Um aspecto interessante dessa proposta é que as duas economias dominantes do BRICS, China e Rússia, têm sido menos do que receptivas no que diz respeito ao comércio de criptomoedas. Pessoas nesses dois países tiram proveito de brechas ou então usam plataformas no exterior para negociar Bitcoin ou fazer pagamentos com carteiras de criptomoedas. Brasil, Índia e África do Sul têm uma abordagem mais liberal a esse respeito.

Por mais inovadora que esta proposta possa parecer, ela não é a primeiro de seu tipo. Os países que usam o dólar do Caribe Oriental já usam um sistema de blockchain para alguns pagamentos soberanos e estão considerando desenvolver um token de criptomoeda para esse efeito. Os reguladores da União Europeia também discutiram o potencial para a criação de uma versão digital do euro.

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